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Rayana Guimarães

E como é esse amor que joga a pessoa amada na frente de um caminhão?

Esse amor sem cuidado…

Que tem em mente apenas um coração, o próprio!

Me diz como é esse amor, esse amor pelo brilho, que rouba as misturas de presenças de outros e impõe a sua na vida da pessoa…

Como é esse amor, amor de boca pra fora…

Amor ato de dizer…sem nenhum demonstrar… Mal dizendo meu nome em esquinas, em ouvidos, gritando por ai patifarias que fiz sem nenhum encostar…

Vai explica que sujeito esse que criou na sua vida? sem ao menos ocultar aos ouvidos de “passageiros de vida” verdades que somente em sua cabeça existe…

Quando fiz juras, quais promessas não cumprir? se meu erro foi o cuidado, foi me importar de verdade com tua infelicidade, foi pensar em teu frio de alma, e querer que desapareça todo mal de sua lembrança, me perdoe por ter iludido, perdoe por deseja-te o bem, perdão pelos abraços, por desejar todos os dias que teus dias fossem os melhores…

O erro sou eu! eu que não presto…Eu que digo verdades envolvidas em mentiras e distorço a realidade com poemas…

Você é sempre a vitima, então não se condene por ter sido mais uma vez enganada… Sustente sempre as mentiras que quiser para sobreviver, sustente verdades também para que haja uma mistura exata, para explicar sua existência no mundo…

Só não espere que eu entenda, que seja doce, que acredite, que não me ofenda, um amor que fere meus princípios… Um amor “m-a-l-“d-i-t-o”, que pessoas me abordam conhecendo uma “patife” que eu nunca coloquei em exposição para que todos soubessem da minha vida!

RVG.

Notes (7:55)
Silenciando todos os gritos num quarto de confusões… 0 notes (12:48)

Oração doEU povo…

Quero o grito revolução em minha garganta mesmo quando houver insultos daqueles pelos quais luto.

Que a retidão acompanhe meus passos mesmo quando a corrupção estiver ao meu lado puxando o meu braço…

Quero olhar nos olhos dos meus descendentes e dizer que ideias contra irão se mover mas o meu pensamento seguirá intacto…

Que tapas poderão me alcançar mas não conseguirá abalar meus princípios, que corpos vão agonizar e o temor em meu olhar ressaltará o quanto humana eu sou, que lagrimas e nós na garganta existirão para lembrar todos os dias o quanto de gente tem aqui…

Que muito foi deixado, alguns foram comprados, mas não luto pelo indivíduo, minha guerra não é pela fronteira, minha alma clama liberdade, e liberdade não se encontra pela pólvora ou pelo dinheiro… 

Escorrego em algumas palavras e algumas vezes tropeço em atos, porém a diferença que me habita transversalmente regurgita o asco pelo conformismo.

Rayana Guimarães.

0 notes (10:23)

Trago em memoria nada.

Sou apenas ato, apenas fim.

Não quero me vangloriar de mal feitos ou bem feitos.

Quero apenas ser eu sem acentuação, sem manifestações eternas, sem ser defesa ou ataque, quero poder olhar profundamente nos olhos de qualquer pessoa, de demonstrar no meu passar o quanto tenho de verdades, de sombrear minha face com o giz da mentira, de dizer as maiores verdades e ser tomada por mentirosa…Quero que no meu epitáfio em vez de méritos, só haja o descaso, quero e persisto com a boca sangrando ou com as mãos enterradas decidir o que deve ser escrito. Não desejo choros só quero o riso…que seja liberdade e não o apego a mais uma pele que habito.

Rayana Guimarães.

0 notes (11:09)

Eu te engano, eu me engano!

Eu não te olho! Eu não te agarro!

Eu só espero, eu desespero e não ajo! Haja paciência pra minha covardia.

Eu penduro meu sentimentos em um pregador para ver se depois do sol ele ja secou.

Eu te vejo e tudo volta a ser como sempre foi, a mesma aflição por não ter nas mãos. Eu queria ser o que sempre fui, mas perto de você meu olhos vão de encontro a luz e eu me cego, e mudo!

Rayana Guimarães.

0 notes (2:15)

         

Sangue na parede pensamento roda roda e suja…

Cansei de tentar entrar em vidas e mentes…

Eu sempre termino do mesmo jeito quando decepciono ou quando sou decepcionada…

O canto é sempre o mesmo, na mesma corda que prende meu braço e me gira com minha sombra distorcendo a figura do meu corpo, contorcendo, reduzindo e aumentando num jogo de luz que confunde toda exatidão…

Fico exposta a uma platéia que como tal olha tais coisas como forma de arte…

E não entende que é só eu ali, desesperada tentando expressar meu sentimento em cada fibra, tentando gritar de alguma forma, tentando chorar sem lagrimas, tentando falar sem ruido…ficando quieta com todos os gritos!

Rayana Guimarães.
0 notes (9:11)

Espreitando em busca do teu rosto, ponho minha visão a sua disposição.

Seguindo teus passos, nado no raso. Afogo em uma garoa no meio da noite.

Sigo tossindo, torcendo para te ver. Intensa, sofrendo, olhando recriando.

Construindo tua imagem num xadrez sem ao menos aprender uma forma de xeque-mate. Aprendo as posições das peças e sua movimentação e de que adianta? Se nesse jogo somente sou observadora.

0 notes (8:35)

Perdão se aos meus olhos tua perfeição parece hipocrisia!

Se vejo que usa palavra sem ser ato.Que reforça todos os dias que tua hipocrisia é a mentira que sustenta para que no futuro sua vida seja construída em cima de ideias reais. Proporciona em meus dias felicidade, com tuas mentiras desejáveis e degusto tua conveniência por não ter medo das mentiras. Teus olhos espirra as mágoas de teu passado e sinto em cada brincadeira a angústia de tua alma, perdão se mostro a dor na pele, as marcas de torturas sofridas são tão aparentes que não acredito que nada cause dor, cicatrizes estão em teus rosto fincados pelo rio que domina teu espírito. Perdão se te faço rir todo o tempo, é única válvula que encontro para ainda ver teu sorriso.

Rayana Guimarães.

0 notes (11:57)

Temo, mas não a solidão.

Temo que minha presença seja indesejavel.

Que minha pele seja áspera

Que minha voz não faça sentindo no teu dia.

E afasto, e alastro, destrato, castro todo anseio…

E eterno fica, quebrando vulto, sinto a tuas danças, o teu jogo.

Teu flamenco sobre o palco do meu juízo.

Minha mão serva do meu desejo, enquanto não encontro tua língua.

Prego peças, encantos são amassados com a força do pensamento.

E só permito aquilo findo, vidas que não encontrarei noutro dia…

Iconoclasta tendo tua imagem, desovo teu corpo em qualquer parte.

Rayana Guimarães.

0 notes (11:21)

Me caço em antigas fotos pra ver se me acho…

Sigo com o mesmo pé produzindo pegadas diferentes…

Corro para confrontar minha leoa, e vejo ela esperando o momento de atacar, sendo calculista…

Olho mãos, e a juba que agora não tão volumosa insiste em dizer ainda existe um pouco do leão, um pouco do mar, pequenas quantidades que me compõe que torna riso, mentira e verdade, paixão e descaso, meus atos no teu olhar que nunca mostra o que quero enxergar… E sigo ignorando o vicio, ostentando a alma que foi designada a esse corpo, olho duro, olho firme, e brinquedos no chão…Hoje não posso prever minha reação e nunca achei tão diferente ser eu, tão bom… Produzo agora só vida e não há maiores mudanças, caráter firmado, objetivos lançados e uma oração profana para qualquer divindade… É şir! 


Rayana Guimarães.

0 notes (9:06)